Muita gente diz que sabe ou pensa que sabe do que se trata ser modinha. Primeiramente só quero levantar uma questão: ser emo não se trata de modinha. Emocore, na verdade, é um movimento relacionado á música, mas contudo criaram um visual para esse tipo de música também.
Pois bem. O que venho gritar aqui hoje é somente sobre o tipo contrário de pessoa que escuta esse tipo de música. É sobre as pessoas que se passam por fãs – tanto do estilo quanto da música – pra serem ‘notadas’. Esses sim, são as verdadeiras modinhas.
É bem fácil encontrar por aí alguém com um cabelinho mais ou menos grande, de franja, com alargadores nas orelhas e com um boné de modo desleixado na cabeça. O que antes era uma coisa totalmente anormal hoje nada mais é do que a tendência atual. Só que pra quem é leigo e de cara vê uma pessoa assim na rua, logo pensa que é um fã incondicional, defensor da música que supostamente curte.
Outra coisa que se assemelha muito à isso é a tal das turmas que surgem por aí. É como se fosse algo necessário, como se você fosse obrigado a ter um grupo de amigos e rotulasse esse grupo com algum nome escroto, como é a maioria dos nomes. Hoje em dia você chuta uma árvore e caem três turmas. Mas, o que me chama mais atenção é como esses tais amigos são. Sabe quando uma banda faz sucesso e os integrantes pensam estar rodeados de gente pagando pau, e com isso se sentem melhores do que os outros? Então, é assim que acontece. O pior é que ainda tem gente que segue essa cartilha que diz que ter turma é sinônimo de ’sucesso’. Blá blá blá.
Eu não preciso deixar meu cabelo grande pra que as meninas ou seja lá quem for goste de mim, eu sou o que sou e não tenho a mínima vergonha disso. Não preciso dizer que gosto de uma coisa – sendo que eu não gosto – só pra agradar alguém. Não preciso pedir as coisas emprestadas à alguém só porque é ‘moda’, ou até mesmo por pensar que vou conseguir mais gente à minha volta com isso. Eu não preciso que venham me abraçar em público ou ficar de nhem nhem nhem pra me sentir amado ou realizado. Eu não tenho turma, eu não sou ninguém. Eu tenho amigos, e assim eu sou alguém!
P.S: Sim. Eu já tive o cabelo grande. Mas hoje não tenho mais. Por que? Bem, depois que você começa com uma coisa, segue à risca um seguimento e se torna um dos precursores de tal, algumas pessoas começam a matar todo o fascínio e a personalidade que você teve em botar a cara a tapa, daí você se vê no momento de deixar isso ou aquilo de lado simplesmente porque já não faz parte somente dos seus amigos, e sim de um bando de Ctrl+c que tem por aí. Enfim.
Eu não preciso de status nem fama.

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